O homem revestido de honrarias, mas sem entendimento, é, antes, como os animais, que perecem. – Salmo 49:20

O Salmo 49 contém uma resposta para a pergunta “por que os ricos parecem ter vantagem?” O salmo ensina que a riqueza não pode adiar a morte e que na morte os ricos são colocados no mesmo nível dos pobres.

  1. Introdução:
  • Todos os povos, dai ouvidos, tanto plebeus como os de fina estirpe, todos, juntamente, ricos e pobres. Os meus lábios falarão sabedoria e o meu coração terá pensamentos judiciosos. Inclinarei os ouvidos a uma parábola, decifrarei o meu enigma ao som da harpa (v.1-4);

2. Efemeridade do ser humano, principalmente do rico mundano:

  • Por que hei de temer nos dias da tribulação, quando salteia a iniquidade dos que me perseguem, dos que confiam nos seus bens e na sua muita riqueza se gloriam? Ninguém pode salvar da morte com sua riqueza, nem mesmo seu próprio irmão. Ninguém pode fugir de sua responsabilidade ou assumir a de outro. Salvar alguém da morte está além do poder da riqueza (v.5-8);
  • Não importa quanto se pague, a riqueza é insuficiente para salvar alguém do túmulo. Morrem os sábios e perecem tanto o estulto como o inepto, os quais deixam a outros as suas riquezas. Acham que suas casas serão perpétuas e, as suas moradas, para todas as gerações; chegam a dar seu próprio nome às suas terras (v.9-11);
  • Todavia o homem não permanece em sua ostentação; é antes, como os animais, que perecem. Tal proceder é estultícia deles; assim mesmo os seus seguidores aplaudem o que eles dizem (v.12-13);
  • Como ovelhas são postos na sepultura; a morte é o seu pastor; eles descem diretamente para a cova, onde a sua formosura se consome; a sepultura é o lugar em que habitam (v.14).

3. O consolo dos justos é a vida eterna:

  • Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte, pois ele me tomará para si. Não temas, quando alguém se enriquecer, quando avultar a glória de sua casa; pois, em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará (v.15-17);
  • Ainda que durante a vida ele se tenha lisonjeado, e ainda que o louvem quando faz o bem a si mesmo, irá ter com a geração de seus pais, os quais já não verão a luz. O homem, revestido de honrarias, mas sem entendimento, é, antes, como os animais, que perecem (v.18-20).

Para muitos que correm atrás de riquezas, a única coisa que lhe seria de valor diante da morte eminente, não conseguiram adquirir. Vivendo para o próprio eu, rejeitam o amor divino, que fluiria em misericórdia para com seu semelhante. Rejeitou a vida, pois Deus é amor, e amor é vida. Esta escolhendo o material em vez do espiritual, e com o material tem que sucumbir. Escolha Deus em sua vida. O mundo é passageiro, mas Deus está nos oferecendo a eternidade.