Tomamos o nosso desjejum (faltaram frutas), e fomos aguardar o guia que nos levaria para o Salar. Ele chegou as 9.30h. A temperatura já estava em torno de 12 graus, que corresponderiam aos nossos 16 graus. O passeio saiu por 200 bs por pessoa, com direito a uma refeição preparada pelo proprio motorista, que tambem é o guia.

Nossa primeira parada foi no Cemiterio de Trens, com muitos trens antigos (1929) abandonados, tendo já muitas peças roubadas (deu boas fotos).

Apesar de muitos se arriscarem sozinhos a fazer este passeio, é mais seguro com a presenca de um guia, pois a principio parece que voce esta passeando por um deserto (os guias se baseiam pelas cordilheiras para saber o caminho correto). Quando voce entra na região do Salar, não ha mais estradas. É como se voce estivesse em uma praia imensa. Avistamos, nas montanhas mais altas da cordilheira, neve.

No caminho vimos vicunhas e lhamas, bem como carneiros, normalmente pastoreado pelas cholitas.

Vejam alguns dados sobre o Salar de Uyunes:

“É um dos lugares mais exóticos e impressionantes que temos para visitar em nosso planeta. É um imenso deserto branco, feito de puro sal. Quando você o atravessa, não há nada ao seu redor em sua extensa área de 12.000 kmw. O horizonte é branco e define-se imediatamente com um céu de um azul espetacular. Por vezes, você observa uma cordilheira de montanhas bem longe, são os Andes, mas, na maior parte do tempo, é puro branco (do sal) e azul (do céu). O chão é realmente feito de sal e se você colocar um pouco na boca, verá apenas que é sal petrificado.

O Salar fica no sudoeste da Bolívia, sua altura é de aproximadamente 3.600 metros e é herança de um antigo lago salgado, formado principalmente pelo diluvio.”

De acordo com o guia, o sal é extraído por uma cooperativa com cerca de 100 famílias, que vendem o sal processado em sacos de 50 kg. a 8 bs. Muito barato.

Passamos por uma usina de sal, com as casas todas construídas com blocos de sal, bem como os moveis também (mesas, cadeiras, camas…).

Seguindo viagem, vimos ao longe as ilhas no meio das salinas. O reflexo da a impressão que são ilhas no meio da água, mas é só impressão. Em determinados momentos você não vê muita coisa, pois parecia que o céu azul bem claro, se encontrava com as salinas, e nestas, as vezes um pouco de água (são estando no local para compreender).

Chegamos a uma ilha, que na realidade são rochas vulcânicas, com muitos cactos enormes, alguns deles com mais de 10mt de altura. Local muito primitivo, mas muito bonito. Você paga 5 bs para passear no local, mais para ajudar nos cuidados com a área. Vi um avestruz que veio passear bem ao lado de onde estávamos.

Apos o passeio tínhamos uma refeição preparada pelo motorista para o grupo faminto. Muito boa a comida, apesar de bem simples. Enquanto almoçava percebi uma pessoa com a camisa da Lusa. Imagine, dois torcedores da Lusa, na Bolívia. Ele estava com um grupo de holandeses, e era brasileiro, de São Paulo.

Encontramos muitos brasileiros passeando aqui na região. Um casal de Londrina foi de caminhonete, passando pelo Chile e Argentina. Também encontramos um rapaz de Mato Grosso, e outro da ZN de São Paulo.

No solo das salinas, é interessante observar que ele parece uma grande colméia com losangos interligados. Algumas com água por cima (bem pouca), outras secas, outras com sal já empilhado para o processamento.

O motorista fez uns arranjos para fotos, que ficaram interessantes. O carro ficou com uma crosta grossa de sal, e precisa ser lavado todo final de viagem, para que não venha a ficar todo enferrujado. Interessante que os guias colocam um plástico por baixo do carro (abaixo do radiador ate próximo ao carter do motor) para evitar que o sal interfira nos componentes eletrônicos, pois senão o carro apaga e vai precisar de socorro para ser retirado do local, fora que o concerto sai muito caro.

Na volta fomos conhecer um Hotel de Sal, com todas as suas acomodações feitas com blocos de sal, e que sai, na virada do ano entre U$ 50 a U$ 120 por pessoa para a festa e pernoite.

Ainda vimos Gêiser ou vertentes de água, onde as águas ficam borbulhando, mas são muito frias e de diferentes cores (negras, esverdeadas, quase transparentes…).

De volta ao hotel as 18h. Estamos tentando marcar algum passeio para amanha, pois o nosso trem sai as 01.00h da madrugada de 5a para 6a.feira, mas esta difícil, pois ou fazem o passeio de um dia, ou contratamos o pacote de 3 dias para conhecer outros pontos interessantes nas salinas.

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Alipio de Almeida, 57 anos, casado desde 1974. Agora, em 2016, estou com 65 anos. Pai de 3 filhos queridos, e bem casados, já tenho 5 netos, mais uma a caminho, e tenho um cachorro doidão, o Freud. Administrador de empresas e analista de sistemas, aposentado. Proprietario orgulhoso de um Logan 1.6 2009. Aguardando ansiosamente pela volta de Jesus.