Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu tornará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão. – Eclesiastes 5:15

Em Eclesiastes 5, Salomão fala sobre as vaidades no culto a Deus, no murmurar contra a opressão e nas riquezas. Também fala sobre o regozijar-se nos bens como sendo um dom de Deus. Votos precipitados e não cumpridos é outro tema deste livro.

  • Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus, tome cuidado e seja reverente; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. Os que vão à Igreja e ficam conversando sobre assuntos triviais, são classificados como tolos. A sua adoração é externa (v.1);
  • Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras, Deus está no comando, não você (v.2);
  • Porque, da muita ocupação vêm os sonhos, e a voz do tolo da multidão das palavras. Trabalhar demais prejudica o sono. Falar demais te identifica como um insensato (v.3);
  • Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo, cumpra logo; porque não se agrada de tolos, nem de conversa fiada; o que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votares e não cumprires. Veja o caso de Ananias e Safira (Atos 5:1-10) (v.4-5);
  • Não consintas que a tua boca faça pecar a tua carne, que a sua boca faça de você um pecador, nem digas diante do anjo que foi erro; por que razão se iraria Deus contra a tua voz, e destruiria a obra das tuas mãos? Por que se arriscar”Quer que Deus destrua tudo que você construiu?(v.6);
  • Porque, como na multidão dos sonhos há vaidades, assim também nas muitas palavras; mas tu teme a Deus (v.7);
  • Se vires em alguma província opressão do pobre, e violência do direito e da justiça, não te admires de tal procedimento, a justiça e o direito não funcionam; pois quem está altamente colocado tem superior que o vigia, a exploração vem de cima; e há mais altos do que eles, com certeza há um superior corrupto, e acima dele um manda-chuva ainda mais corrupto; mas o proveito da terra é para todos; até o rei mau se alimenta do campo, do que a terra produz (v.8-9);
  • Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará, nunca está contente com o que tem; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade (v.10);
  • Onde os bens se multiplicam, ali se multiplicam também os que deles comem, quanto mais dinheiro você ganha, mais gastos você tem; que mais proveito, pois, têm os seus donos do que os ver com os seus olhos?  E qual é a vantagem de ter dinheiro? É só para poder dizer que é rico? (v.11);
  • Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco quer muito, pode deitar a cabeça no travesseiro tranquilo; mas a fartura do rico não o deixa dormir, já que tem tanto a perder (v.12);
  • Há um grave mal que vi debaixo do sol, e atrai enfermidades: as riquezas que os seus donos guardam para o seu próprio dano, eles acumulam muito mais do que precisam; porque as mesmas riquezas se perdem por qualquer má ventura, qualquer negócio infeliz, e havendo algum filho nada lhe fica na sua mão. Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu tornará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão. Assim que também isto é um grave mal que, justamente como veio, assim há de ir; e que proveito lhe vem de trabalhar para o vento, e de haver comido todos os seus dias nas trevas, e de haver padecido muito enfado, e enfermidade, e furor?  Tanto esforço por uma vida miserável cheia de sofrimento (v.13-17);
  • Eis aqui o que eu vi, uma boa e bela coisa: comer e beber, e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, em que trabalhou debaixo do sol, todos os dias de vida que Deus lhe deu, porque esta é a sua porção. E a todo o homem, a quem Deus deu riquezas e bens, e lhe deu poder para delas comer e tomar a sua porção, e gozar do seu trabalho, isto é dom de Deus. Devemos aproveitar  ao máximo tudo que Deus nos dá, sejam riquezas, seja a capacidade de desfrutá-las. Porque não se lembrará muito dos dias da sua vida; porquanto Deus lhe enche de alegria o seu coração (v.18-20).

A verdadeira felicidade e paz mental unicamente se alcançam por meio do correto relacionamento com Deus e da percepção de que Sua mão está sobre todos para o bem deles. Portanto a aceitação serena da própria sorte é o caminho para o contentamento e a felicidade.