Tal como a aparência do arco-íris nas nuvens de um dia chuvoso, assim era o resplendor ao seu redor. Essa era a aparência da figura da glória do Senhor. Quando a vi, prostrei-me com o rosto em terra, e ouvi a voz de alguém que falava comigo. – Ezequiel 1:28

Em Ezequiel 1, o profeta fala sobre o tempo em que recebeu a visão em Quedar, a visão dos quatro querubins, das quatro rodas e da glória de Deus.

A visão dos quatro querubins:

Era o quinto dia do quarto mês (31/07) do trigésimo ano, e eu estava entre os exilados, junto ao rio Quebar, na Babilônia. Abriram-se os céus, e eu tive visões de Deus. Foi no quin­to ano do exílio do rei Joaquim, no quinto dia do quarto mês. A palavra do Senhor veio ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, junto ao rio Quebar, na terra dos caldeus. Ali a mão do Senhor (o poder de Deus) esteve sobre ele. (v.1-3)
Olhei e vi uma tempestade que vinha do norte: uma nuvem imensa (presença divina), com relâmpagos e faíscas, e cercada por uma luz brilhante. O centro do fogo parecia metal reluzente, e no meio do fogo havia quatro seres vivos de aparência humana. Cada um deles tinha quatro rostos e quatro asas. Suas pernas eram retas; seus pés eram como os de um bezerro e reluziam como bronze polido. De­baixo de suas asas, nos quatro lados, eles tinham mãos humanas. Os quatro tinham rostos e asas, e as suas asas encostavam umas nas outras. Quando se moviam andavam para a frente, e não se viravam. (v.4-9)
Quanto à aparência dos seus rostos, os quatro tinham rosto de ho­mem (talvez um elevado símbolo do Eterno), de leão (soberania) no lado direito, de boi (soberania) no lado esquerdo, e de águia (poder real) atrás. Assim eram os seus rostos. Suas asas estavam estendidas para cima; cada um deles tinha duas asas que se encostavam na de outro ser vivente, de um lado e do outro, e duas asas que co­briam os seus corpos. Cada um deles ia sem­pre para a frente. Para onde quer que fosse o Espírito eles iam (harmonia com a direção do Espírito), e não se viravam quan­do se moviam. (v.10-12)
Os seres viventes pareciam brasas acesas ou tochas reluzentes. O fogo ia de um lado a outro entre os seres viventes, e do fogo saíam relâmpagos e faíscas. Os seres viventes se deslocavam rapidamente como relâmpagos (rapidez com que a obra de Deus será consumada). (v.13-14)
A visão das quatro rosas:
Enquanto eu olhava para eles, vi uma roda que tocava o chão junto a eles, uma roda para cada um. Esta era a aparência das rodas e a sua estrutura: reluziam como o berilo; as quatro tinham aparência semelhante, e feitas da mesma forma. Cada roda tinha dentro dela outra roda que girava na transversal. Quan­do se moviam, seguiam nas quatro direções dos quatro rostos, e não se viravam enquanto iam. Seus aros (calotas) eram altos e assustadores e estavam cheios de olhos ao redor. (v.15-18)
Quando os seres viventes se moviam, as rodas ao seu lado se moviam; quando se elevavam do chão, as rodas também se elevavam. Para onde quer que o Espírito fosse, os seres viventes iam, e as rodas os seguiam, porque o mesmo Espírito estava nelas. Quan­do os seres viventes se moviam, elas também se mo­viam; quan­do eles ficavam imóveis, elas também ficavam; e quan­do os seres viventes se elevavam do chão, as rodas também se elevavam com eles, porque o mesmo Espírito deles estava nelas. (v.19-21)
Acima das cabeças dos seres viventes estava o que parecia uma abóbada celeste, reluzente como cristal (gelo), e impressionante. A­baixo dessa superfície cada ser vivente estendia duas asas ao que lhe estava mais próximo, e com as outras duas asas cobria o corpo. Quando voavam, o estrondo de suas asas soava para mim como ondas do mar quebrando na praia, como a voz do Todo-poderoso, ou como o grito de um grande exército. Quan­do paravam, fechavam as asas. Então veio uma voz de além da superfície sobre as suas cabeças, enquanto eles ficavam de asas fechadas. (v.22-25)
A visão da glória de Deus:
Acima da superfície sobre as suas cabeças havia o que parecia um trono de safira e, nesse  trono, havia uma figura que parecia um homem. Vi que a parte de cima do que parecia ser a cintura dele, parecia metal brilhante, âmbar reluzente que cintilava como o fogo, e a parte de baixo parecia uma chama ardente que brilhava com esplendor. Tal como a aparência do arco-íris nas nuvens de um dia chuvoso, assim era o resplendor ao seu redor. Essa era a aparência da figura da glória do Senhor. Quando a vi, prostrei-me com o rosto em terra, e ouvi a voz de alguém que falava comigo. (v.26-28)

Deus se revela em visão, ou, presencialmente, de várias formas: a Abraão, Cristo Se manifestou como um caminhante (Gênesis 18:1); a Jacó, como um assaltante (Gênesis 32:24); a Josué, como um guerreiro (Josué 5:13); Ao profeta João, Ele Se revelou de várias formas, inclusive como um cordeiro (Apocalipse 6:1).  Sempre denotaram a certeza da genuinidade do chamado e a autoridade de que ela precisava. O Deus que governa desde o Céu não é um Senhor ausente.

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