Naquele dia o Soberano, o Senhor dos Exércitos, os chamou para que chorassem e pranteassem, arrancassem os seus cabelos e usassem vestes de lamento.              – Isaías 22:12

Em Isaías 22, o profeta lamenta a invasão de Judá pelos persas. Reprova a sabedoria humana e a alegria mundana. Profetiza a destruição de Sebna e sua substituição por Eliaquim, que prefigura o reinado do Messias.

Mensagem para Jerusalém:

1 Advertência contra Jerusalém, o vale da Visão: O que está perturbando vocês agora, o que os levou a se refugiarem nos terraços, 2 a cidade inteira está cheia de agitação, cidade de tumulto e alvoroço? Na verdade, seus mortos não foram mortos à espada, nem morreram em combate. 3 Todos os seus líderes fugiram juntos; foram capturados sem resistência. Todos vocês que foram encontrados e presos, ainda que tivessem fugido para bem longe. 4 Por isso eu disse: Afastem-se de mim; deixem-me chorar amargamente. Não tentem consolar-me pela destruição do meu povo. Deixem-me chorar pelo meu povo, enquanto vejo sua destruição.

5 Pois o Soberano, o Senhor dos Exércitos enviou um dia de tumulto, pisoteamento e pavor ao vale da Visão; dia de derrubar muros e de gritar por socorro pelos montes. Os muros de Jerusalém foram derrubados; lamentos ecoam pelas encostas dos montes. 6 Elão apanhou a aljava, eles são arqueiros, e avança com seus carros e cavalos; os homens de Quir ostentam o escudo. 7 Os vales mais férteis de Judá ficaram cheios de carros, e cavaleiros tomaram posição junto às portas das cidades; 8 Judá ficou sem defesas. Naquele dia vocês olharam para as armas do palácio da Floresta 9 e viram que a cidade de Davi tinha muitas brechas em seus muros. Vocês armazenaram água no açude inferior, 10 contaram as casas de Jerusalém e derrubaram algumas para fortalecer os muros. 11 Vocês construíram um reservatório entre os dois muros para a água do açude velho, mas não olharam para aquele que fez estas coisas, nem deram atenção àquele que há muito as planejou.

12 Naquele dia o Soberano, o Senhor dos Exércitos, os chamou para que chorassem e pranteassem, arrancassem os seus cabelos e usassem vestes de lamento (saco). 13 Mas, ao contrário, houve júbilo e alegria, cantam e brincam, abate de gado e matança de ovelhas, muita carne e muito vinho! E vocês diziam: “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”. 14 O Senhor dos Exércitos revelou-me isso: “Até o dia de sua morte não haverá propiciação em favor desse pecado, esse terrível pecado não será perdoado”, diz o Soberano, o Senhor dos Exércitos.

Mensagem para Sebna e exaltação de Eliaquim:

15 Assim diz o Soberano, o Senhor dos Exércitos: “Vá, dizer a esse administrador do palácio (tesoureiro), Sebna: 16 Que faz você aqui, e quem lhe deu permissão para abrir aqui um túmulo, você que o está lavrando no alto do monte e talhando na rocha o seu lugar de descanso? 17 “Veja que o Senhor vai agarrar você e atirá-lo para bem longe, ó homem poderoso! 18 Ele o embrulhará como uma bola e o atirará num vasto campo, em uma terra distante (Mesopotâmia). Lá você morrerá e lá os seus poderosos carros de guerra se tornarão a vergonha da casa do seu senhor!  19 Eu o demitirei das suas funções, e do seu cargo você será deposto.

20 “Naquele dia convocarei o meu servo Eliaquim, filho de Hilquias, para ocupar o seu lugar. 21 Eu o vestirei com o manto que pertencia a você, com o seu cinto o revestirei de força e a ele entregarei a autoridade que você exercia. Ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para os moradores de Judá. 22 Porei sobre os ombros dele a chave do reino de Davi; o que ele abrir ninguém conseguirá fechar, e o que ele fechar ninguém conseguirá abrir. 23 Eu o fincarei como uma estaca em terreno firme; ele será para o reino de seu pai um trono de glória. 24 Toda a glória de sua família dependerá dele: sua prole e seus descendentes — todos os seus utensílios menores, das bacias aos jarros, até o membro mais humilde de sua casa. 25 “Naquele dia”, anuncia o Senhor dos Exércitos, “a estaca fincada em terreno firme cederá; será arrebentada e desabará, e o peso sobre ela cairá. ” Pois o Senhor o declarou.

Isaías é profundamente afetado com a triste situação de Jerusalém, e pede que o deixem só. Mais tarde, jeremias também chorou amargamente pelo destino da cidade, a qual chamou da “filha do meu povo” (Lamentações 3:48; Jeremias 8:19). O povo se esqueceu de que o Senhor era o verdadeiro construtor da cidade, e só Ele podia dar o auxílio necessário em tempo de angústia. O povo deveria ser levado ao arrependimento e à oração, mas, ao invés de se voltar para Deus, continuou em bebedeiras e banquetes. A sua iniquidade não pode ser perdoada. Se nos tronamos deliberadamente contrários as instruções de Deus, Ele nada pode fazer por nós. As nossas escolhas definem o nosso futuro: Vida eterna ou Destruição eterna.