Até quando não apartarás de mim a tua vista? Até quando não me darás tempo de engolia a minha saliva? – Jó 7:19

Jó continua seu lamento, dizendo que “penosa é a vida do homem”(v.1), como o escravo suspira pela sombra, ou anoitecer, e o jornaleiro espera pelo seu salário, ele ansiava pela morte, uma vez que não conseguia enxergar outra saída (v.2-4). A carne de seu corpo estava vestida de vermes e de crostas (v.5), vermes proliferam em suas feridas. Formam-se crostas sobre as erupções. As úlceras se abrem e soltam um líquido repugnante.

Seus dias findam sem esperança (v.6). Reconhece que a vida é um sopro, e que os que vão para a sepultura jamais tornarão a subir, torar a casa (v.7-10). Por isso ele não reprimia a boca, e falava na angústia de seu espírito, na amargura de sua alma (v.11). Antes a morte do que essa tortura (v.15).  Estou farto da minha vida; não quero viver para sempre (v.16).

Seu sofrimento é tanto que ele chega a dizer à Deus: “Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas nele o teu cuidado, e cada manhã o visites, e cada momento o ponhas à prova?” (v.17-18). Ele estava, literalmente, dizendo à Deus “por que incomodas o homem com Tuas provas e aflições? Olha para outro lado. Dá-me tempo de engolir a minha saliva.”(v.19). “Se pequei, que mal te fiz?… Por que fizeste de mim um alvo para ti?” (v.20). Quando Jó removeu suas inibições, queixou-se com amargura, fez perguntas com irreverência, acusou com rispidez e rogou com impaciência. Precisamos, mesmo na amargura e na dor, estar cientes de que Deus nos ama, e não seremos tentados acima daquilo que podemos suportar (I Corintios 10:13). Deus e os nossos fardos