Fez Joás o que era reto perante o SENHOR todos os dias do sacerdote Joiada.                       – II Crônicas 24:2

Enquanto o rei Joás, que começou a reinar aos 7 anos de idade, teve o sacerdote Joiada ao seu lado, o orientando, e até escolhendo esposas para ele (v.3), ele fez o que era reto perante o SENHOR (v.2). Nesse período ele se preocupou em restaurar o templo (v.4), e para tanto ordenou aos levitas que recolhessem o imposto que Moisés, pôs sobre a congregação de Israel, para a tenda do Testemunho (v.5-6), porque seus antecessores, incluindo seu pai e sua avó, arruinaram o templo (v.7). A reparação do templo era uma grande tarefa, e o recolhimento de fundos duraria vários anos.

No 23o. ano do reinado de Joás, as obras do templo ainda não haviam sido concluídas (II Reis 12:6), e os levitas eram os responsáveis pela demora. O rei chama a Joiada, o responsável pelos serviços do templo e cobrou pressa nas obras (v.6-7). Foi feito um cofre e colocado à porta da Casa do SENHOR (v.8), e todos os príncipes e o povo se alegraram, e trouxeram o imposto, e o lançaram no cofre, atá acabar a obra (v.9-14). Com a morte de Joiada, aos 130 anos (v.15-16), a vida de Joás muda bruscamente. Aconselhado por seus príncipes, ele passa a adora aos ídolos, abandonando os caminhos de Deus (v.17-18). Perdeu o conselheiro que o orientou por boa parte da vida, e os novos conselheiros conseguem afastá-lo totalmente dos caminhos de Deus.

A resposta de Deus foi imediata, mandando profetas para alertá-los sobre os caminhos que estavam tomando, inclusive enviando Zacarias, filho de Joiada, mas o rei manda apedrejá-lo até a morte (v.20-22). O rei que fora salvo por Joiada, que cuidou dele por boa parte de sua vida, agora mata o filho do sacerdote. O rei não se lembrou da beneficência que Joiadas lhe fizera, e matou-lhe o filho (v.22). Mas, de Deus não se zomba, o exército dos siros, com um exército com poucos homens, muito inferior ao exército de Judá, os derrota, porque o SENHOR lhes permitiu vencer, pois deixaram ao SENHOR (v.23-24). Além de ver saqueada a Jerusalém, ainda ficou gravemente enfermo, e seus servos o mataram (v.25). Quando abandonamos ao SENHOR estamos dizendo que não queremos a Sua proteção. As consequências de nossas escolhas podem tardar, mas não falharão.joas-e-a-reforma-do-templo