O espírito firme sustem o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar? – Provérbios 18:14

Em Provérbios 18 Salomão dá sequência a suas declarações sobre as virtudes morais e os vícios que afastam da vontade de Deus. Muitas vezes não percebemos que estamos sendo insensatos ao não dar ouvidos à sabedoria, que vem da parte de Deus.

1 Busca satisfazer seu próprio desejo aquele que se isola, o egoista, que só olha para o seu próprio umbigo; ele se insurge, explode contra toda sabedoria sensata.

2 O tolo não tem prazer na sabedoria, nunca para pra pensar na realidade, mas só em que se manifeste aquilo que agrada o seu coração e fala pelos cotovelos.

3 Vindo o ímpio, vem também o desprezo, e com a ignomínia, com a maldade a vergonha.

4 Águas profundas são as palavras da boca do homem, e ribeiro transbordante é a fonte da sabedoria.

5 Não é bom favorecer o ímpio, defender o culpado, e com isso, fazer o justo perder a questão.

6 Os lábios do tolo, do insensato, entram na contenda, e a sua boca brada por açoites.

7 A boca do tolo é a sua própria destruição, ele fala mais do que a boca, e os seus lábios um laço para a sua alma, vai passar por poucas e boas.

8 As palavras do mexeriqueiro, do fofoqueiro são como doces bocados, doces vencidos; elas descem ao íntimo do ventre, no inicio é uma delícia, mas as dores logo virão.

9 O que é negligente na sua obra é também irmão do desperdiçador. O preguiçoso e o relaxado são unha e carne com a destruição.

10 Torre forte é o nome do Senhor; a ela correrá o justo, e estará em alto refúgio, encontrará a salvação.

11 Os bens do rico são a sua cidade forte, através dela buscam proteção, e como uma muralha na sua imaginação, é pura ilusão.

12 O coração do homem se exalta antes de ser abatido, primeiro vem o orgulho, depois a queda, e diante da honra vai a humildade, é sua precursora.

13 O que responde antes de ouvir comete estultícia que é para vergonha sua.

14 O espírito do homem susterá a sua enfermidade, mas ao espírito abatido, quem o suportará?

15 O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a sabedoria, sua sede de conhecimento é insaciável.

16 Com presentes o homem alarga o seu caminho e o eleva diante dos grandes.

17 O que pleiteia por algo, a princípio parece justo, porém vem o seu próximo e o examina, só vai até que comece o interrogatório.

18 A sorte faz cessar os pleitos, nem sempre será fácil tomar uma decisão, nem mesmo o bom senso o livrará de uma situação difícil, e faz separação entre os poderosos.

19 O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palácio. Nunca destrua a amizade que deve ser permanente.

20 Do fruto da boca de cada um se fartará o seu ventre, as palavras alimentam a mente assim como a comida ao estômago; dos renovos dos seus lábios ficará satisfeito, uma boa conversa satisfaz como um bom prato na hora da fome.

21 A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto, podem ser veneno ou um doce de primeira – você é quem decide.

22 Aquele que encontra uma boa esposa, acha o bem, o maior tesouro, e alcança a benevolência do Senhor.

23 O pobre fala com rogos, em suaves súplicas,  mas o rico responde com dureza.

24 O homem de muitos amigos deve mostrar-se amigável, mas há um amigo mais chegado do que um irmão.

O sentido principal deste último versículo é que os amigos, às vezes, permanecem fiéis até mesmo quando os irmãos vão embora. A linguagem da expressão pode ser aplicada a Cristo, o amigo fiel e verdadeiro, que nunca falha. NEle você pode confiar pois está sempre presente em nossa vida, em todos os momentos.