Gente de Seir me pergunta: “Guarda, quanto ainda falta para acabar a noite? Guarda, quanto falta para acabar a noite?” Isaías 21:11, NVI

história é um processo com um início trágico e um final dramático. No princípio, o ser humano separou-se de Deus. No fim, o homem terá um reencontro escatológico com o Senhor. Entretanto, qual é nossa proximidade com esse acontecimento? Atualmente, até mesmo segmentos influentes da comunidade científica estão preocupados com a destruição iminente do mundo.

Os Estados Unidos haviam acabado de lançar as bombas nucleares sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Em 26 de setembro de 1945, os cientistas atômicos de Chicago se organizaram para alertar o público quanto aos “problemas científicos, tecnológicos e sociais decorrentes da liberação de energia nuclear”. Em junho de 1947, o periódico Bulletin of the Atomic Scientists (Boletim dos Cientistas Atômicos) (vol. 3, no 6) começou a estampar em sua primeira página o icônico “Relógio do fim do mundo”, destinado a advertir as pessoas “acerca de como estamos perto de destruir nosso mundo com tecnologias perigosas criadas por nós mesmos”.

Durante os 70 anos seguintes, o Bulletin acertou o ponteiro do relógio 22 vezes, adiantando ou atrasando. Isso quer dizer que até mesmo cientistas que não creem na intervenção divina nas questões humanas estão convencidos de que a Terra não é mais um lugar seguro para se viver e que estamos à beira de uma grande catástrofe global.

Curiosamente, a edição de outubro de 1949 publicou debaixo do “Relógio do fim do mundo” a seguinte declaração de Robert Redfield: “Este é o momento em que as coisas precisam ser feitas antes de seu tempo.” As comunidades científica e ecológica estão muito preocupadas em preservar o planeta de sua destruição, e nós também devemos nos preocupar, cuidando da criação divina.

Sabemos, porém, que o mundo não será destruído pelo poder humano, mas por uma ação sobrenatural de Deus. Ele virá “destruir os que destroem a terra” (Ap 11:18, NVI). Também sabemos, pelo menos na teoria, que o fim do mundo está muito mais perto de nós agora do que quando aceitamos a fé adventista (Rm 13:11-14). Lembre-se: “A vinda de Cristo está mais próxima do que quando a princípio cremos. Cada dia que passa é um dia a menos para proclamarmos a mensagem de advertência ao mundo” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, p. 88). – Alberto Timm, Um dia inesquecível, MM 2018