CRIANDO AMBIENTE SAUDÁVEL PARA O DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DOS FILHOS

Quando pensamos em nos tornar pais, os planos foram construídos para que a criança encontrasse tudo preparado para a sua chegada: quarto, roupas, carrinho de bebê. Tudo escolhido conforme o gosto e a posse. A espera para saber se era menino ou menina; além da escolha do nome ter sido motivo para longas conversas entre o casal.

Mas, diante deste cenário de preocupações e desejos diante do nascimento de um bebê, posso ouvir o pedido do Mestre, feito por meio da sua serva Ellen White, quando cada um dos nossos filhos veio ao mundo: “Toma este filho, esta filha”, diz Ele; “educa-o para Mim; forma-lhe um caráter polido como um palácio, a fim de que brilhe nas cortes do Senhor para sempre”. EGW, CBV, P.376  Nossa, que pedido do Mestre! Que reponsabilidade para nós, pais!

O que já sabemos, mas muitas vezes não focamos, é que a nossa mais urgente tarefa como pais é tornar os nossos filhos cidadãos do Reino. Educar com o objetivo de conduzi-los, diariamente, para os pés do Salvador é a nossa mais urgente função. A submissão aos planos e preceitos de Deus devem se tornar hábito de uma vida toda.

Mas como incutir na mente e propósitos das crianças e adolescentes os caminhos do Senhor? Como ensiná-los a levar o próprio “pensamento/conhecimento cativo à obediência de Cristo”? (2 Coríntios 10:5)

O mundo está sob o domínio do maligno (1 João 5:19) e manter os nossos filhos fiéis a Deus está sendo um desafio cada vez maior. Por isso, quero elencar três decisões e atitudes que devemos tomar para preparar a nossa casa para a vida eterna e, enquanto ainda Jesus não vem, possamos oferecer a eles condições para serem indivíduos.

Consagrem-se – Não podemos ter discursos vazios em casa. A vida de oração e relacionamento íntimo com Deus, que tanto queremos para os nossos filhos, começa com a nossa vida de consagração. Enquanto não nos submetermos por completo a Ele, perderemos a batalha para o mundo.

Gosto da frase de James Baldwin: “As crianças nunca foram muito boas em ouvir os mais velhos, mas nunca falharam em imitá-los”.

Há pouco tempo, um adolescente, decepcionado com o adultério do pai, me falou: “Pensei que meu pai fosse especial, mas descobri que ele é igual aos outros. Não sei por que ele quer que eu seja melhor do que os meninos da minha idade, já que ele não consegue ser melhor do que os homens da idade dele.” É ineficaz e desonesto exigir que os filhos façam algo que eles não nos veem praticar.

Poucos pais compreendem, porém, que seus filhos são o que o seu exemplo e disciplina deles fizeram, e que são responsáveis pelo caráter desenvolvido pelos filhos. Se o coração dos pais cristãos estivesse sujeito à vontade de Cristo, obedeceriam à recomendação do Mestre divino: ““Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Se os que professam seguir a Cristo tão-somente fizessem isto, dariam, não só a seus filhos, mas ao mundo incrédulo, exemplos que representariam corretamente a religião da Bíblia”. EGW, CSE, p.13

Respeitem – Tratem o cônjuge de vocês com respeito. Um casamento onde a violência verbal ou física acontece pode ser gerador de prejuízos significativos para os filhos.

Crianças expostas à violência doméstica estão em situação de risco devido a uma série de problemas psicossociais, mesmo quando não são o alvo da agressão física. Esses problemas são semelhantes àqueles observados em crianças que sofrem abuso físico, o que sugere que qualquer tipo de violência na família pode prejudicar o desenvolvimento da criança.

Crianças e adolescentes que vivem a violência exercida contra a mãe podem igualmente sofrer sequelas físicas e psicológicas semelhantes às da própria vítima de agressão, desde a ocorrência de ansiedade, dores de cabeça, úlceras, sentimento de culpa e depressão até as relacionadas ao processo de desenvolvimento infantil, tais como problemas na fala, dificuldades de aprendizagem e de concentração.

Tratem os filhos com respeito. Da mesma forma que as palavras de incentivo geram em nós o sentimento de importância, nos fazendo sentir que as pessoas que mais amamos se orgulham de nós, as palavras de crítica e reprovação também podem causar traumas.

Costumo dizer que nascemos com características, que se tornarão um defeito ou uma qualidade, dependendo da forma que forem trabalhadas. Vou dar dois exemplos: uma criança que desde cedo tem argumento para tudo, que sabe usar bem as palavras, pode se tornar um bom palestrante ou um estelionatário. Outra, que tenha habilidade manual, pode fazer belos quadros ou falsificar dinheiro. O que faremos com as nossas características será resultado das nossas próprias escolhas, mas também do reforço e do afeto que recebemos para cada comportamento.

Demonstrem afeto – Na infância, somos despreparados para enfrentar a vida. Necessitamos de pessoas que supram nossas necessidades de afeto, segurança, amparo e pertencimento. Quando isso não ocorre de forma satisfatória, podemos levar para a vida adulta a sensação de estar sempre desamparado, sozinho e de ser incapaz.

Crianças que recebem carinho apresentam menos ansiedade, mais resistência para enfrentar desafios, menos medo e melhor memória. Além disso, tornam-se adultos mais saudáveis física e emocionalmente, sendo mais capazes de cuidar dos seus próprios filhos.

Desejo para a sua família Jesus, pois somente Ele pode trazer o auxílio e a sabedoria necessários para prepará-los para a Vida Eterna.

Rosana Alves, Revista Família Esperança 2021, p.28-29

Seu Alipio

Eu sou o seu Alipio de Almeida, nasci em 1951, estou casado desde 1974. Sou pai de 3 filhos queridos, e bem casados e já tenho 6 netos, que amo muito. Administrador de empresas e analista de sistemas, aposentado. Proprietário orgulhoso de um Logan 1.6 2009. Aguardando ansiosamente pela volta de Jesus.

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