Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Apocalipse 3:11

Muitos dos que acreditavam na segunda vinda de Jesus desceram à sepultura esperando que o glorioso evento acontecesse enquanto ainda estivessem vivos. Um exemplo inspirador é o de Guilherme Miller (1782-1849), cuja esperança foi severamente provada quando Cristo não retornou na ocasião em que ele esperava. Com base em seus estudos das Escrituras, Miller tinha a convicção de que Jesus voltaria em torno de 1843. Mais tarde, concordou com a perspectiva milerita de 22 de outubro de 1844. Após a passagem dessas datas, recebeu críticas pesadas e zombaria por ter causado expectativas infundadas. Ainda assim, ele não desistiu de sua fé e esperança.

Em 10 de novembro de 1844, Miller escreveu a seu amigo Joshua V. Himes: “Tenho aguardado e esperado a bendita esperança, na expectativa da realização das coisas gloriosas que Deus falou em Sião. Sim, e embora tenha sido desapontado duas vezes, não me sinto abatido nem desanimado. Deus está comigo em Espírito e tem me consolado. Tenho agora mais evidência de que realmente creio na Palavra de Deus. E, embora esteja cercado por inimigos e escarnecedores, minha mente se encontra em perfeita calma, e minha esperança na volta de Jesus está mais forte do que nunca […]. Irmãos, permaneçam firmes! Não permitam que ninguém tome a sua coroa. Fixei minha mente em outro tempo e assim tenho a intenção de permanecer até Deus me dar mais luz – e isso é hoje, HOJE e HOJE, até Ele voltar, e eu ver Aquele por quem minha alma anseia.”

Essa continuou a ser a convicção de Miller pelo resto de sua vida. Em 3 de dezembro de 1844, ele escreveu a Himes e Sylvester Bliss: “Não consigo me assentar para escrever esta carta sem refletir que talvez ela nunca chegue a seu destino. No entanto, acredito que devo permanecer ocupado até Cristo voltar.” Em setembro de 1848, já completamente cego, ele afirmou em uma mensagem a Himes: “De fato, seria para mim uma época triste e melancólica, não fosse a ‘bendita esperança’ de em breve ver Jesus […]. E, embora minha visão natural esteja escurecida, os olhos da minha mente se iluminam com a perspectiva clara e gloriosa do futuro.”

Miller morreu em paz no dia 20 de dezembro de 1849, deixando-nos um exemplo emocionante de compromisso incondicional com a esperança adventista. Que o Senhor nos ajude a viver e, se necessário, até morrer por essa mesma esperança.

Alberto Timm, Um dia inesquecível, MM 2018, CPB

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