Quando estiverem gritando e pranteando por você, erguerão este lamento a seu respeito: “Acaso houve alguma cidade como Tiro, que agora está em silêncio no fundo cercada do mar?” – Ezequiel 27:32

Em Ezequiel 27, o profeta fala sobre as imensas riquezas de Tiro, e de como isso tudo de nada adiantou quando de sua grande e irrecuperável queda.

Esta palavra do Senhor veio a mim: Filho do homem, faça um cântico fúnebre para Tiro, essa cidade que é entrada para o mar, e que negocia com povos de muitos litorais: Assim diz o Soberano ­Senhor: Você diz, ó Tiro: “Minha beleza é perfeita”. Seu domínio abrange o coração dos mares; seus construtores levaram a sua beleza à perfeição. Eles fizeram todo o seu madeiramento com pinheiros de Senir; apanharam um cedro do Líbano para fazer-lhe um mastro. Dos carvalhos de Basã fizeram os seus remos; de cipreste procedente das costas de Chipre fizeram seu convés, revestido de mármore.  Suas velas foram feitas de belo linho bordado, procedente do Egito, servindo-lhe de bandeira; seus toldos, em azul e púrpura, provinham das costas de Elisá. Habitantes de Sidom e Arvade eram os seus remadores; os seus homens hábeis, ó Tiro, estavam a bordo como marinheiros. Artesãos experientes de Gebal estavam a bordo como construtores de barcos para calafetarem as suas juntas. Navios de todas as nações vinham para negociar com você as suas mercadorias. (v.1-9)
Os homens da Persia, Lídia e Líbia serviam como soldados em seu exército. Penduravam os seus escudos e capacetes nos seus muros, trazendo-lhe esplendor. Homens de Arvade e de Heleque guarneciam os seus muros em todos os lados; homens de Gamade estavam em suas torres. Eles penduravam os escudos deles em seus muros ao redor; levaram a sua beleza à perfeição. (v.10-11)
Társis fez negócios com você, tendo em vista os seus muitos bens; eles deram prata, ferro, estanho e chumbo em troca de suas mercadorias. Javã, Tubal e Meseque negociaram com você; trocaram escravos e utensílios de bronze pelos seus bens. Homens de Bete-Togarma trocaram cavalos de carga, cavalos de guerra e mulas pelas suas mercadorias. Os homens de Rodes e de muitas regiões costeiras se tornaram seus clientes; pagaram-lhe suas compras com presas de marfim e com ébano. Arã negociou com você atraído por seus muitos produtos; em troca de suas mercadorias deu-lhe turquesa, tecido púrpura, trabalhos bordados, linho fino, coral e rubis. (v.12-16)
Judá e Israel negociaram com você; pelos seus bens trocaram trigo de Minite, confeitos, mel, azeite e bálsamo. Em razão dos muitos produtos de que você dispõe e da grande riqueza de seus bens, Damasco negociou com você, pagando-lhe com vinho de Helbom e lã de Zaar. Também Dã e Javã, de Uzal, compraram suas mercadorias, trocando-as por ferro, cássia e cálamo. Dedã negociou com você mantos de sela. A Arábia e todos os príncipes de Quedar negóciavam com você, fornecendo-lhe cordeiros, carneiros e bodes. (v.17-21)
Os mercadores de Sabá e de Ramá fizeram comércio com você; trocando suas mercadorias pelo que há de melhor em especiarias, pedras preciosas e ouro. Harã, Cane e Éden e os mercadores de Sabá, Assur e Quilmade negociaram com você lindas roupas, tecido azul, trabalhos bordados e tapetes multicoloridos com cordéis retorcidos e de nós firmes. Os navios de Társis eram sua caravana marítima. Os depósitos em sua ilha viviam abarrotados. (v.22-25)
A destruição de Tiro:
Seus remadores a levam para alto-mar. Mas o vento oriental a despedaçará no coração do mar. Sua riqueza, mercadorias e bens, seus marujos, homens do mar e construtores de barcos, mercadores e todos os seus soldados, todos quantos estão a bordo sucumbirão no coração do mar no dia do seu naufrágio. As praias tremerão quando os seus marujos clamarem. Todos os que manejam os remos abandonarão os seus navios; os marujos e todos os marinheiros ficarão na praia. Erguerão a voz e gritarão com amargura por sua causa; espalharão poeira sobre a cabeça e rolarão na cinza. Raparão a cabeça por sua causa e porão vestes de lamento. Chorarão por você com angústia na alma e com pranto amargurado. Quando estiverem gritando e pranteando por você, erguerão este lamento a seu respeito: “Acaso houve alguma cidade como Tiro, que agora está em silêncio no fundo cercada do mar?” (v.26-32)
Quando as suas mercadorias saíam para o mar, satisfaziam muitas nações; com sua grande riqueza e com seus bens você enriqueceu os reis da terra. Agora você é um navio quebrado e naufragado nas profundezas das águas; seus bens e todos os que a acompanham afundaram com você. Todos os que moram nas regiões litorâneas estão chocados com o que aconteceu com você; seus reis arrepiam-se horrorizados e os seus rostos estão desfigurados de medo. Os mercadores entre as nações gritam de medo ao vê-la; chegou o seu terrível fim, e você não mais existirá. (v.33-36)

Neste capítulo, Tiro é representado sob a figura de um navio de luxo, totalmente equipado e com tripulação completa, que viaja por toda parte e realiza um próspero comércio, mas que afinal se vê em águas tempestuosas e naufraga. Ocasionalmente, a realidade aparece em meio à figura, o que é característico do estilo de Ezequiel. Parecia que tudo ia de “vento em popa”, um comércio próspero, com clientes em todas as principais nações, a riqueza e fartura chegando, mas faltava alguma coisa na vida deles. Era o grande Deus Criador, e eles acabaram por blasfemar de Deus ao fazerem pouco caso do que estava acontecendo com Israel. Por esse motivo, esse grande barco, foi destruído pela natureza. Deus sempre está atento a tudo o que acontece no mundo.

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