Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois Me convém ficar hoje em tua casa. Lucas 19:5

A igreja existe para cuidar de gente, mas corremos o risco de fazer dos métodos um fim em si mesmos, esquecendo o objetivo principal. Jesus veio para salvar pessoas, morreu para resgatar pessoas e, quando voltar, levará apenas pessoas para o Céu. Se esse foi o objetivo do Salvador, não deveria também ser o nosso?

A visão de cuidado e discipulado do Mestre era marcante. Na análise de Brandon Kelley, Ele “ministrava a muitos e investia em poucos. […] Tinha três contextos relacionais em que exercia Sua liderança: multidão, 12 e 3”. Para Mark Finley, a conclusão é clara: “Você pode inspirar muitos, capacitar alguns, mas só pode discipular poucos.”

Observe como Jesus investia no discipulado e priorizava as pessoas.
A lista de exemplos é grande, mas o caso de Zaqueu (Lc 19:1-10) é a “cereja do bolo”.  Jesus esqueceu a multidão, olhou para um galho de sicômoro e ­concentrou-Se em uma única pessoa. Dedicou tempo especial, falou apenas com ela, ofereceu salvação específica às suas necessidades e cuidou de alguém que ninguém desejava cuidar.

Precisamos repetir o exemplo de Cristo e dedicar atenção às pessoas. É uma mudança de cultura e um desafio para líderes, pastores e membros. O grande crescimento da igreja exige de nós essa visão de discipulado. A pressão secularizadora nos cobra um cuidado mais pessoal. As carências emocionais e sociais destes dias não nos deixam outra saída, e a força dos eventos finais indica que é hora de termos uma igreja mais acolhedora, profunda, frutífera e feliz.

Para isso, precisamos conversar, orar e estudar mais sobre o tema, criar estratégias locais que nos tornem mais eficientes e estabelecer uma rede de discipulado em cada congregação. Precisamos cuidar de prédios, mas, acima de tudo, investir nas pessoas; cumprir a missão, mas salvar pessoas; abraçar projetos, mas desenvolver pessoas. Que não se repita a história de Joyce Vincent, que, segundo o jornal inglês The Guardian, morreu e ficou três anos em seu apartamento sem que ninguém sentisse sua falta. Quando seu esqueleto foi encontrado, ainda estava no sofá com a televisão ligada! A igreja é um lugar de gente cuidando de gente. Faça parte dessa rede e, assim, reflita o amor de Jesus.

Erton Köhler, Nossa Esperança, MM 2019, CPB

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA