LIBERDADE RELIGIOSA – MM 2019

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Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. Mateus 10:16

Como 90% da população mundial professa alguma religião, o tema da liberdade religiosa não interessa apenas aos adventistas. Temos atuado fortemente como embaixadores da liberdade em todo o mundo, mas precisamos ir além.

Não somos chamados para lutar por liberdade religiosa, mas para ­defendê-la. Precisamos defender nossa visão, postura e teologia com clareza e firmeza, mas em um ambiente de respeito para com religiões que pensam diferentemente de nós.

Temos a seguir sete princípios que nos ajudam a aprofundar essa visão:

1. Princípio da prevenção. Precisamos atuar de maneira mais preventiva nessa área, nos antecipando aos problemas e não aparecendo apenas para resolvê-los quando uma crise já está estabelecida.

2. Princípio da abrangência. Precisamos estar sempre abertos a defender liberdade religiosa inclusiva, ou seja, para todos e não apenas para nós.

3. Princípio da consequência. Precisamos atuar com clareza e habilidade em áreas que não parecem estar diretamente ligadas à liberdade religiosa, mas que podem trazer consequências sobre ela, levando à intolerância religiosa.

4. Princípio do respeito. Precisamos saber discordar; mas, ao mesmo tempo, respeitar. Podemos ter diferenças teológicas com outras denominações, mas sempre mantendo um tratamento respeitável para defendermos a liberdade religiosa.

5. Princípio da relevância. Como igreja, precisamos fortalecer projetos de serviço junto à comunidade, demonstrando nossa relevância para o bem comum. Receberemos, como resultado, respeito, visão positiva e uma reação favorável à liberdade.

6. Princípio da coerência. Antes de defender a liberdade religiosa, precisamos lutar por coerência religiosa, mantendo uma vida denominacional coerente com os princípios bíblicos.

7. Princípio da prudência. Precisamos ter cuidado especial para não misturar defesa de liberdade religiosa com militância político-partidária-eleitoral. Nossa função é espiritual e missionária.

A liberdade religiosa é um valor fundamental para a Igreja Adventista. Vamos defendê-la para que, enquanto for possível, usemos o direito de proclamar nossa esperança.

Erton Köhler, Nossa Esperança, MM 2019, CPB

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