Mesmo não o tendo visto, vocês o amam; e apesar de não o verem agora, creem nele e exultam com alegria indizível e gloriosa, pois vocês estão alcançando o alvo da sua fé, a salvação das suas almas. 1 Pedro 1:8, 9

Deus fica alegre quando você está feliz. No entanto, a cultura religiosa propa­gada por muitos pregadores divulga uma ideia totalmente antibíblica sobre o que significa ser feliz.

Algum tempo atrás, circulou na internet uma mensagem de Victoria Osteen, esposa do bem-sucedido pastor Joel Osteen. Ela fala para a massa de crentes de sua megaigreja que a adoração, na verdade, não tem que ver com Deus, mas com eles mesmos. O que importa, ela sugeriu, é o nosso bem-estar, a felicidade, o eu. “É isso que faz Deus feliz. Amém?”, disse a pastora.

Ao analisar essa mentalidade que caracteriza boa parte do cristianismo atual, o teólogo Albert Mohler comentou: “A América merece os Osteens. A cultura consumista, o culto do terapêutico, o impulso do marketing e a absoluta superficialidade do cristianismo cultural americano provavelmente os tornaram inevitáveis. Eles têm um êxito fenomenal porque configuram o cumprimento exagerado do movimento de autoajuda e do culto da celebridade.” Com um sorriso, eles oferecem o que mui­tos anseiam: a certeza do sucesso e da prosperidade. O problema com essa teologia materialista não é o fato de ela prometer muito, mas se contentar com tão pouco.

Infelizmente, muitos cristãos não querem Deus, querem deuses; não amam a Cristo, amam o eu; não desejam o poder do Espírito, desejam o poder do mundo; não buscam salvação, buscam ascensão; não procuram bênçãos, procuram bene­fícios; não querem ser luz, querem holofotes; não mantêm comunicação, mantêm contatos; não querem obedecer, querem transgredir; não pensam em servir, pensam em servir-se; não cultivam fé, cultivam dúvida; não se interessam por grupos de ora­ção, se interessam por redes sociais; não sonham com o Céu, sonham com a Terra.

O apóstolo Pedro fala de uma classe de religião que atua em outro nível. Ele menciona um tipo de cristão que ama seu Senhor mesmo sem tê-lo visto; que, ape­sar de não o ver agora, crê nele e exulta “com alegria indizível e gloriosa”. O alvo de sua fé não é uma casa bonita na praia ou um carro luxuoso na garagem, mas a salvação de sua alma. Sua fé funciona na dimensão do invisível.

Quando você for tentado a limitar sua experiência religiosa ao que os senti­dos podem detectar, ao que seu coração pode desejar e ao que o bolso pode guar­dar, lembre-se de que Jesus é maior do que tudo que você possa perceber, querer ou ter. Cristo é o ser invisível que pode trazer a alegria indizível.

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