Dá-me, pois, um penhor; sê o meu fiador para contigo mesmo; quem mais haverá que se possa comprometer comigo? – Jó 17:3

Em continuação aos seus lamentos do capítulo 16, Jó continua suas queixas, tanto pelos infortúnios que estava enfrentando, como também por seus “amigos” que o censuravam. Jó não via saída, pois o seu “espírito se vai consumindo, os seus dias se vão apagando, e só tinha perante si a sepultura” (v.1). Ainda estava cercado de “zombadores” (v.2). Jó apela a Deus que seja seu fiador, no litígio contra Ele mesmo (v.3), pois Deus sabia de toda a verdade, e que Jó era inocente.

Ele enxerga seus amigos como os que anunciam aos ladrões aonde está a presa (v.5), e tornaram-no como os que são repudiados pelos demais, chegando a levar cusparadas no rosto, motivo de escárnio (v.6). Jó se tornou um mero esqueleto, exausto e emagrecido (v.7). Jó se sente como um justo injustiçado, mas que segue o seu caminho, mesmo diante de tantas adversidades (v.8-9). “Não acharei sábio entre vós (seus amigos)”(v.10).

Seus propósitos e aspirações perderam o objetivo (v.11). Já a sepultura o aguarda, bem como os vermes que consumirão o que sobrou de seu corpo (v.13-14). “Onde está a minha esperança?” (v.15). Seus amigos lhe falaram de esperança, mas a sepultura estava mais próxima do que a esperança. O discurso de Jó termina com uma nota de completo desespero. A sepultura parece ser sua única esperança. Devemos depositar toda a nossa esperança em Deus, mesmo que a sepultura seja a única opção diante de nossos olhos.Sem esperança (2)

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