Hoje fomos fazer compras em La Paz, pois meu genro disse que os preços são melhores dos que os de Cochabamba, mas pela minha pesquisa nas imediações do hotel, achei semelhante. Tomamos o nosso desjejum, bom como os anteriores, e saímos as compras, pois a tarde estamos planejando pegar o ônibus para Cochabamba as 15:30 h., meu genro queria viajar durante a noite, mas vamos ter que enfrentar aquela serra perigosa, e eu acho que durante o dia é mais seguro.

Compramos algumas coisas na feira, mas não é tão mais vantajoso assim, e pela pressa que estamos para almoçar e pegar o onibus, acho melhor gastar mais tempo em Cochabamba.

Muitas roupas de marca são fabricadas aqui, pois a mão-de-obra é mais barata, e as roupas que não passam pelo controle de qualidade são vendidas mais em conta. Por exemplo, uma calça Lee, Levi´s, Guess, Wrangles, que não passam no controle são vendidas por 70 bs. enquanto que as aprovadas custam em torno de 250 bs, que ainda é mais barato que em São Paulo.

Fomos almoçar novamente no El Lobo. Hoje a comida demorou um pouco menos para sair. Fomos para a Rodoviaria, e embarcamos em um onibus de dois andares, muito bonito e bom, proporcionando uma viagem mais ou menos tranquila. Saímos as 15:30 h. direto para El Alto, a cidade que quase junta com La Paz. Aqui paramos para pegar mais alguns passageiros, e demoramos muito para sair, pois como ainda não tem rodoviária, a rua onde paramos é estreita, e se parar dois ônibus, um de cada lado da rua, só carro consegue passar. Fora que o transito aqui é muito confuso e intenso.

Veem-se muitos caminhões Volvo, tanto para transportar cargas, como também o povo com suas produções. Vans, principalmente aqui em El Alto, são aos milhares, ou quase, transportando o povo. Aqui não se vê onibus de linha, de empresas particulares. Ou são vans ou micro-onibus, particulares ou de cooperativas.

Também nota-se que o povo não se preocupa em rebocar as casas (acabamento externo). Alguns utilizam tijolos de ceramica, mas a maioria são tijolos “baianos”, como os conhecemos. Também não utilizam veneziana. Apenas vitros com cortinas. Isso ajuda a iluminar mais as casas.

Outra coisa que chama a atenção são estatuas de militares, ou fazendo menção a batalhas, ou a heróis nacionais, inclusive “Che Guevara”.

Estamos passando por um loteamento novo, assim eu o creio, onde a maioria preferiu construir o muro demarcando a area, e já fazendo plantaçoes ou criando seus animais, para depois começar a construção das casas.

Uma boa parte das cidades e vilarejos tem uma grande Igreja Catolica, que se avista de longe, e as que tem escola, também tem quadras de esporte diversos, e alguns com futebol de campo.

Na entrada de algumas cidades, ao invés de Out-doors, encontramos alguns muros pequenos (seriam pequenos out-doors de tijolos) informando algo sobre o que está sendo feito pelo governo naquela cidade, como em alguns que notei, informava a chegada de agua potável para seus habitantes.

O calor é intenso, mas a maioria do povo local está bem agasalhado. Parecem indiferente a temperatura reinante. Eu estou de camiseta, e eles estão de blusa de lã.

O nosso onibus tem DVD e é semi-leito. Começou a passar um filme, que creio ser “O trem 123”, não prestei atenção no titulo pois estava observando a paisagem. Não consigo me concentrar no filme, pois começamos a descer a serra, e eu fico com um olho na serra e outro no filme, e a mente em oração, pois esta serra é muito perigosa.

Primeiro susto: já são mais de 19:30 h e o ônibus foi fazer uma ultrapassagem sem muita visão e teve que dar uma fechada no caminhão que estava sendo ultrapassado, pois deu de cara com outro ônibus no sentido contrário. Foi por Deus que não sofremos um acidente.

O segundo susto foi menor, pois o ônibus aproveita bem toda a largura da pista para suas curvas, e acho que voltou muito rápido para a pista da direita, indo parar no acostamento, dando uma freada para corrigir o curso do veiculo… agora está descendo devagar, sem pressa. Eu prefiro assim, demoramos mais, mas viajamos mais tranquilos.

Chegamos as 22:30 h. inteiros, graças a Deus. A estrada, na serra, realmente é muito perigosa, e requer muita comunhão com Deus.

Fomos direto para o Hotel Virginia’s, que já nos aguardava, pois havia deixado uma reserva. Fomos para o mesmo quarto em que estávamos.

4 COMENTÁRIOS

    • Olá Jairo! Realmente tem algumas atividades que precisam ser repensadas antes de fazer. A Bolívia é muito bonita, e também um bom local para compras com preços bem mais em conta, mas é preciso ver a cotação do dinheiro deles contra o nosso. E também achar os locais certos para as compras, para não ter nenhuma surpresa desagradável depois. Um forte abraço!

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