Acordamos cedo, tomamos o nosso desjejum e fomos procurar alguma fita para identificar as malas, para facilitar na chegada em São Paulo. As 11 h. meu genro e minha filha chegaram com o carro do pai dele, para nos levar ao Aeroporto.

Dentro em pouco chegamos na fila da TAM (tem duas Tam’s – a nossa, e a Transportes Aéreos Militares), mas nós ficamos na nossa, que é ao lado da outra. Só a nossa que estava com suas tradicionais filas grandes, mas não foi muito demorado (comparado com o Brasil, até foi rapido).

Haviamos distribuido as coisas no geral de duas malas maiores, e ficamos com duas menores de mão para levar, pois ainda não tinhamos certeza quanto aos limites de peso. Ao confirmarmos com o funcionario que eram 30 kg. para cada, minha filha passou algumas blusas mais pesadas para incluirmos nas malas, e também embarcamos as duas malas de mão, totalizando 61 kg., mas a atendente disse que não teria problemas, graças a Deus.

Paguei a taxa de embarque de U$ 25 por pessoa, e o interessante é que fiquei com apenas 140 bs em mãos. Meu genro tinha U$ 20 com ele, e foi a conta certinha para trocarmos o dinheiro, pois U$ 1 equivale a 7 bs. Assim não ficou nenhuma  nota para contar a história (a Ivete descobriu depois na bolsa dela 5 bs em moedas).

Passamos pela Alfandega (se tivessemos ficado mais de 90 dias teriamos que pagar mais uma taxa de U$ 25 por pessoa). Fui barrado no detector de metais que disse que eu carregava metal no bolso traseiro, mas tinha apenas a carteira, sem moedas, e o unico metal era o ziper. Assim mesmo mandaram colocar no plastico para passar na esteira. Passou sem problemas, mas me barraram logo a seguir, para abrir a mochila e o casaco, para ver se não levava drogas. Liberado também dessa, fui para a sala de embarque aguardar o voo, que já não seria mais as 12:40h como estava marcado em meu e-ticket, mas sim as 13:30h.

Embarcamos, mas o voo só saiu as 14h. As 14:32h já estavamos no Aeroporto Viru-Viru, em Santa Cruz de La Sierra. aguardamos o embarque / desembarque de passageiros e seguimos viagem, rumo a Asuncion as 15:07h. Serviram uma refeição composta de pão, manteiga, suco, bolo e uma torta de abobora (muito boa – pedi mais um pedaço, mas como as coisas tem que ser rapidas, pois tinham que recolher os pratos de todos, para dar tempo de efetuarem as vendas do Shoping Tam, portanto não me trouxeram).

As 16:40h estavamos em Asuncion. Descemos para a troca de avião, pois esse seguiria para Buenos Aires. Mal descemos, já voltamos para a fila, pois o voo para São Paulo já havia encostado.  Estavamos em um A720, que vinha de Paris, Miami, e seguiria para Buenos Aires e Montevideo, e passamos para um A320, bem mais apertado. Muita bagunça para acomodar todos bem com suas bagagens de mão. Saimos as 17:30, hora local.

Serviram arroz com porco, mas ficamos só com a micro salada e o pão com manteiga. Chegamos a São Paulo as 21:30h. Só conseguimos descer do avião as 22:10h. Fomos aguardar as malas (meu filho e esposa já nos aguardavam ha mais de 30′). Ninguém informa nem como se anda no aeroporto (a unica informação era para seguir em frente e pegar a fila, mas não havia nenhuma fila. Perguntei a uma moça e ela disse que os brasileiros deviam ir pela fila da direita, junto a parede e que os estrangeiros deveriam passar pela Alfandega.

Conseguimos chegar até onde as malas seriam entregues, na esteira. Achei tres delas, mas estava faltando justamente a minha com todas as minhas compras. Todos foram embora, e só ficamos minha esposa e eu. Fui até um funcionario da TAM que informou que a mala deveria ter se extraviado em Asuncion, mas que eu não me preocupasse, pois ela deveria ser entregu em casa no dia seguinte. Orei a Deus para que a mala chegasse intacta a minhas mãos.

Meus filhos haviam solicitado que eu comprasse alguns chocolates no Free Shoping, mas como fui obrigado a ir com o funcionário da TAM até a Policia Federal, para que eles carimbassem um documento informando que uma mala havia se extraviado, fui obrigado a passar direto pelo mesmo.

Uma vez liberado, rumo ao lar… Tudo foi muito bom, mas assim como tivemos que nos adaptar ao fuso horário (2h.) para ir, e a altitude (mais de 3.500 mt), agora temos que passar pelo processo inverso.

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