Vamos começar com um pouco de conhecimento sobre o Lago Titicaca: “Localizado entre a Bolívia e o Peru, é o lago navegável mais alto do mundo, a 3.809  acima do nível do mar, com uma superfície de 8.560 km2, tendo um comprimento de 194 km, e uma largura de 65 km, na Cordilheira dos Andes”.

Fomos logo cedo até proximo ao cemitério, onde alguns parentes de meu genro já nos aguardavam com uma van alugada para irmos até Copacabana, que fica em uma das margens do lago Titicaca. O grupo era de 14 pessoas.

Fomos até um lugar no lago, onde a van deveria atravessar de balsa, e todos tivemos que descer e atravessar de lancha. Para isso pagamos 2,50 bs cada um. Em poucos minutos havíamos atravessado, e enquanto aguardamos a van, fomos tirar algumas fotos do local, que ainda não era o nosso destino final. Avistamos ao alto uma das primeiras igrejas Adventistas da Bolívia, construía por Fernando Stall, um de nossos pioneiros, que deu aos indígenas locais as primeiras noções de higiene, e ensinou-os a ler e escrever, bem como os primeiros passos no cristianismo. Estamos no estreito de Tikina.

Logo que a van terminou a travessia, embarcamos e seguimos rumo a Copacabana, muito procurada pelos motoristas que creem que a santa padroeira do local, Nossa Senhora de Copacabana, tem poderes para proteger seus carros e os motoristas. Notei uma grande quantidade de carros que passavam por nós todos ornados com muitas flores, e recebi a explicação que eles trazem os carros para serem benzidos pelo padre local, bem como por um “feiticeiro” ou algo do genero.

Chegamos a Copacabana, onde pudemos ver um grande numero de carros ainda passando pelo processo da benção, normalmente carros novos, caminhonetes são as que mais se notam por aqui, inclusive caminhões.

Alugamos um barco para um passeio pelo lago, de 1:30h, ao custo de 150bs. É uma lancha lenta, que possibilidade bonitas fotos. Dizem que há muito ouro submerso no lago, devido aos indigenas não quererem que os espanhois levassem tanto ouro embora do local, prefiriram atirá-lo nas aguas do lago.

Chegamos a uma ilha flutuante, onde funciona um restaurante todo feito de “totora”, uma vegetação que dá nas margens do lago. Aqui a especialidade é a truta, pescada na hora, nos criadouros ao redor do restaurante. Eles pescam a quantida solicitada, e uma mulher já está pronta, de faca na mão para limpá-los enquanto o cozinheiro aguarda para prepará-los. Vamos deixar para comer em terra firme para não atrasar o passeio.

Estamos proximos a fronteira com o Perú. Contornando a ilha chegamos a um local que tem uma formação rochosa que lembra um sapo, que acreditasse tratar-se de um sapo transformado em pedra por um feiticeiro. Trazem muitas oferendas ao sapo (o povo aqui é muito supersticioso, tendo uma mistura muito grande do catolicismo com lendas).

Voltamos para terra firme, onde fomos almoçar em um restaurante que era uma pequena tenda. Nosso pessoal comeu uma truta, cada um, acompanhada de salada, arroz e batata, a 18 bs. por pessoa. Eu comi o mesmo prato, mas ao invés da truta vieram dois ovos fritos, a 10 bs.

Fomos fazer compras nas lojas locais, e como a van era só para a manhã, conseguimos voltar em um micro-onibus.

Depois de um dia cheio, nada como um bom banho e uma cama gostosa… Amanhã é dia de compras em La Paz.titicaca uros

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Alipio de Almeida, 57 anos, casado desde 1974. Agora, em 2016, estou com 65 anos. Pai de 3 filhos queridos, e bem casados, já tenho 5 netos, mais uma a caminho, e tenho um cachorro doidão, o Freud. Administrador de empresas e analista de sistemas, aposentado. Proprietario orgulhoso de um Logan 1.6 2009. Aguardando ansiosamente pela volta de Jesus.