O que adquire entendimento ama a sua alma; o que conserva a inteligência acha o bem. – Provérbios 19:8

Em Provérbios 19 Salomão dá sequência aos conselhos para os insensatos não serem tão impulsivos, e pararem para refletir sobre os caminhos do Senhor. Ele apresenta a diferença entre o que aguarda os que agem impensadamente, e aqueles que buscam a sabedoria dos altos céus, e permanecem nos ensinamentos do Senhor.

1 Melhor é o pobre que anda na sua integridade, ser pobre e honesto, do que o perverso de lábios e tolo.

2 Assim como não é bom ficar a alma sem conhecimento, ter zelo e não ter conhecimento, peca aquele que se apressa com seus pés, pois leva ao fracasso.

3 A estultícia do homem perverterá o seu caminho, o insensato arruína a própria vida, e o seu coração se irará contra o Senhor, sempre Lhe atribuirá a culpa.

4 As riquezas granjeiam muitos amigos, como o mel atrai as abelhas, mas ao pobre, o seu próprio amigo o deixa, como se fosse uma doença contagiosa.

5 A falsa testemunha não ficará impune e o que respira mentiras não escapará.

6 Muitos se deixam acomodar pelos favores do príncipe, e cada um é amigo daquele que dá presentes.

7 Todos os irmãos do pobre o odeiam, se afastam dele quando tudo está dando errado, e mais precisa de ajuda, até a família o evitará; quanto mais se afastarão dele os seus amigos! Corre após eles com palavras, que não servem de nada.

8 O que adquire entendimento ama a sua alma, fará um favor a si mesmo; o que cultiva a inteligência achará o bem.

9 A falsa testemunha não ficará impune, será desmascarada; e o que profere mentiras, que espalha boatos, perecerá.

10 Ao tolo não é certo gozar de deleites, levar uma vida fácil; quanto menos ao servo dominar sobre os príncipes, o trabalhador dar ordens ao seu chefe!

11 A prudência do homem faz reter a sua ira, segurar a sua língua, e é glória sua o passar por cima da transgressão, perdoar e esquecer.

12 Como o rugido do leão jovem é a indignação do rei,dos líderes de mal gênio; mas como o orvalho sobre a relva é a sua benevolência.

13 O filho insensato é uma desgraça para o pai, e um gotejar contínuo as contendas da mulher, uma mulher resmungona, ranzinza é como o gotejar de uma torneira.

14 A casa e os bens são herança dos pais; porém do Senhor vem a esposa prudente, ela é um presente de Deus.

15 A preguiça faz cair em profundo sono, como o de Adão enquanto Deus formava Eva; a vida desmorona sobre os ociosos; e a alma indolente padecerá fome.

16 O que guardar o mandamento guardará a sua alma; porém o que desprezar os seus caminhos morrerá.

17 Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, Deus passa a ser o nosso devedor quando fazemos o bem para o necessitado. Ele lhe pagará o seu benefício.

18 Castiga, discipline o teu filho enquanto há esperança, mas não deixes que o teu ânimo se exalte até o matar, não permita que eles façam tudo o que querem, pois isso acabará com a vida deles. É melhor o filho chorar agora pelo castigo recebido, do que o pai chorar no futuro pela perda eterna do filho.

19 O homem de grande indignação deve sofrer o dano, as conseqüências do próprio descontrole; porque se tu o livrares ainda terás de tornar a fazê-lo.

20 Ouve o conselho, e recebe a correção, para que no fim sejas sábio, esse é o caminho para você alcançar sabedoria.

21 Muitos propósitos, planos,  há no coração do homem, porém o conselho do Senhor permanecerá. Deus espera que Seus servos sujeitem os próprios planos a Sua providência suprema.

22 O que o homem mais deseja é o que lhe faz bem, é normal você querer ganhar ter uma receita extra; porém é melhor ser pobre do que mentiroso.

23 O temor do Senhor encaminha para a vida, vida com qualidade; aquele que o tem ficará satisfeito, e não o visitará mal nenhum, não terá surpresas desagradáveis.

24 O preguiçoso esconde a sua mão ao seio (no prato), enfia o garfo na torta, ou enfia a mão na comida onde todos se servem, e pega o melhor bocado; e não tem disposição nem de torná-la à sua boca.

25 Açoita o escarnecedor, castigue o insolente de maneira exemplar, e o simples tomará aviso; repreende ao entendido, e aprenderá conhecimento.

26 O que aflige o seu pai, ou manda embora sua mãe, que parte para cima dos pais, é filho que traz vergonha e desonra.

27 Filho meu, ouvindo a instrução, cessa de te desviares das palavras do conhecimento, pois se não ouvires, logo ficarás sozinho.

28 O ímpio escarnece do juízo, faz pouco caso da justiça, ignora as denúncias da lei de Deus contra esse tipo de prática;  e a boca dos perversos devora a iniqüidade, cospe malícias.

29 Preparados estão os juízos para os escarnecedores, o irreverente só aprende reverência do jeito mais difícil, e os açoites para as costas dos tolos, dos insensatos.

Com relação ao versículo 18, a punição na idade tenra é positiva. Mais tarde, quando o jovem está em maus caminhos, há menos esperança de transformação. Muitos pais postergam a punição até o filho ser maduro o suficiente para entender, só para descobrir então que seus hábitos já estão arraigados nele a tal ponto que não podem se mais quebrados. Sem o poder transformador do Espírito Santo, os seres humanos tendem a agir na velhice da mesma forma que faziam na juventude. O tempo de aprender lições de sabedoria é durante os primeiros anos da vida. A ignorância ou a petulância infantil, que, às vezes, é admirada em muitos jovens ou desculpada, causa desgosto e perturbação quando exibida com exagero mais tarde. Ensina a criança nos caminhos em que deve andar…