“Eu, o Senhor, o chamei em retidão; segurarei firme a sua mão. Eu o guardarei e farei de você um mediador para o povo e uma luz para os gentios, para abrir os olhos aos cegos, para libertar da prisão os cativos e para livrar do calabouço os que habitam na escuridão. – Isaías 42:6-7

Em Isaías 42, o profeta anuncia a obra do Messias a qual se caracteriza pela humildade e constância. Fala sobre a promessa de Deus acerca dEle, da exortação  ao louvor a Deus pelo evangelho, e a reprovação por parte de Deus aos incrédulos.

O Servo escolhido do Senhor:

1 “Eis o meu servo, a quem sustento e fortaleço, o meu escolhido, em quem tenho prazer. Porei nele o meu Espírito, e ele trará justiça às nações. 2 Não gritará nem clamará, nem erguerá a voz nas ruas. 3 Não quebrará o caniço rachado, e não apagará o pavio fumegante (a chama fraca). Com fidelidade fará justiça; 4 não mostrará fraqueza nem se deixará ferir, até que estabeleça a justiça sobre a terra. Em sua lei as ilhas, os povos de terras distantes, porão sua esperança. “

5 É o que diz Deus, o Senhor, aquele que criou o céu e o estendeu, que espalhou a terra e tudo o que dela procede, que dá fôlego aos seus moradores e vida aos que andam nela:  6 “Eu, o Senhor, o chamei em retidão; segurarei firme a sua mão. Eu o guardarei e farei de você um mediador para o povo e uma luz para os gentios, 7 para abrir os olhos aos cegos, para libertar da prisão os cativos e para livrar do calabouço os que habitam na escuridão.

8 “Eu sou o Senhor; esse é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem a imagens esculpidas o meu louvor. 9 Vejam! As profecias antigas aconteceram, e novas eu anuncio; antes de surgirem, eu as declaro a vocês”.

Cântico de louvor ao Senhor:

10 Cantem ao Senhor um novo cântico, seu louvor desde os confins da terra, vocês, que navegam no mar, e tudo o que nele existe, vocês, ilhas, e todos os seus habitantes. 11 Que o deserto e as suas cidades ergam a sua voz; regozijem-se os povoados habitados por Quedar. Cante de alegria o povo de Selá, gritem pelos altos dos montes. 12 Deem glória ao Senhor e nas ilhas proclamem seu louvor. 13 O Senhor sairá como homem poderoso, como guerreiro despertará o seu zelo; com forte brado e o grito de guerra triunfará sobre os seus inimigos.

14 “Fiquei muito tempo em silêncio, e me contive, calado. Mas agora, como mulher em trabalho de parto, eu grito, gemo e respiro ofegante. 15 Arrasarei os montes e as colinas e secarei toda sua vegetação; tornarei rios em ilhas e secarei os açudes. 16 Conduzirei este povo cego por caminhos que eles não conheceram, por veredas desconhecidas eu os guiarei; transformarei as trevas em luz diante deles e tornarei retos os lugares acidentados. Essas são as coisas que farei; não os abandonarei. 17 Mas retrocederão em vergonha total aqueles que confiam em imagens esculpidas, que dizem aos ídolos fundidos: ‘Vocês são nossos deuses’. Estes sofrerão vergonhosa derrota. “

Israel não houve nem vê:

18 “Ouçam, surdos; olhem, cegos, e vejam! 19 Quem é cego senão o meu servo, meu povo, e surdo senão o mensageiro que enviei? Quem é cego como aquele que é consagrado a mim, cego como o servo do Senhor? 20 Vocês veem muitas coisas, mas não dão qualquer atenção; seus ouvidos estão abertos, mas vocês não ouvem nada. “

21 Foi do agrado do Senhor, por amor de sua retidão, tornar grande e gloriosa a sua lei.  22 Mas este é um povo saqueado e roubado; foram apanhados em cavernas e escondidos em prisões. Eles se tornaram presa, sem ninguém para resgatá-los; eles se tornaram despojo, sem que ninguém reclamasse: “Devolvam”.

23 Qual de vocês escutará isso ou prestará muita atenção no tempo vindouro? 24 Quem entregou Jacó para tornar-se despojo, e Israel aos saqueadores? Não foi o Senhor, contra quem temos pecado? Pois eles não quiseram seguir os seus caminhos; não obedeceram à sua lei. 25 De modo que ele lançou sobre eles o seu furor, a violência da guerra. Ele os envolveu em chamas, contudo nada aprenderam; ela os consumiu, e ainda assim, não levaram isso a sério. 

Deus tinha advertido Seu povo de que o resultado da desobediência seria pesar e desastre, e essas advertências estavam se cumprindo. Deus permitiu que sobreviesse a tribulação a fim de que o povo caísse em si e se dispusesse a ouvi-Lo. Ouviriam eles, desta vez, Suas palavras de sabedoria e vida? Ou seguiriam seu próprio conselho, como seus pais no passado? A teimosia em desobedecer acarretou sofrimentos ao povo de Judá. E nós, a quem estamos seguindo?