A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. – Provérbios 15:1

Em Provérbios 15, Salomão repassa mais alguns de seus ensinamentos que nos permitem proceder corretamente diante das mais diferentes intempéries, permanecendo firmes nos caminhos do Senhor. Ter uma resposta branda, uma língua sábia, serena, ter o coração alegre e sábio, buscar o conhecimento, são mais alguns de seus muitos ensinamentos.

1 A resposta branda, calma, moderada, desvia o furor, neutraliza a ira;                                mas a palavra dura suscita a ira, a palavra afiada põe mais lenha na fogueira.

2 A língua dos sábios adorna a sabedoria, torna os ensinamentos mais interessantes;            mas a boca dos tolos derrama a estultícia, só sabe dizer absurdos.

3 Os olhos do Senhor estão em todo lugar, não deixa passar nada, contemplando os maus     e os bons.

4 A língua benigna é árvore de vida, curam e ajudam;                                                        mas a perversidade nela deprime o espírito, ferem e destroem.

5 O tolo despreza a instrução de seu pai;                                                                            mas o que observa a repreensão se haverá prudentemente, tem bom senso.

6 Na casa do justo há um grande tesouro, o que é fiel a Deus prospera;                                mas nos ganhos do ímpio há perturbação.

7 Os lábios dos sábios derramam o conhecimento;                                                              mas o coração dos tolos não faz assim, nada tem a oferecer.

8 O sacrifício dos ímpios, os que aparentam piedade é abominável ao Senhor;                      mas a oração dos retos é o seu contentamento, ele tem prazer nas orações sinceras.

9 O caminho do ímpio é abominável ao Senhor, os que gastam a vida a toa;                          mas ao que segue a justiça ele ama.

10 Correção severa há para o que deixa a vereda, que abandona os caminhos do Senhor, e      o que odeia a repreensão, que faz pouco caso de Sua Lei, morrerá.

11 O inferno e a perdição estão perante o Senhor, não conseguem esconder segredo de          Deus; quanto mais os corações dos filhos dos homens?

12 O escarnecedor, o arrogante metido a sabido, não ama aquele que o repreende, nem se      chegará aos sábios, evita os seus caminhos.

13 O coração alegre aformoseia o rosto, traz um belo sorriso;                                                mas pela dor do coração, quando o espírito está triste, o espírito se abate, o dia custa a      passar.

14 O coração entendido buscará o conhecimento, sempre quer aprender mais;                        mas a boca dos tolos se apascentará de estultícia, se alimenta de coisas fúteis.

15 Todos os dias do oprimido são maus, para o coração aflito a vida é só infelicidade;              mas o coração alegre é um banquete contínuo, está sempre a cantar.

16 Melhor é o pouco com o temor do Senhor, uma vida simples, do que um grande tesouro      onde há inquietação.

17 Melhor é a comida de hortaliça, comer o pão amanhecido, onde há amor, do que o boi        cevado, um churrasco, e com ele o ódio.

18 O homem iracundo, de temperamento explosivo, suscita contendas, brigas;                        mas o longânimo apaziguará a luta.

19 O caminho do preguiçoso é cercado de espinhos;                                                              mas a vereda dos retos é bem aplanada, é uma estrada plana.

20 O filho sábio alegra seu pai, enche-os de orgulho;                                                            mas o homem insensato despreza a sua mãe.

21 A estultícia é alegria para o que carece de entendimento, a vida é uma brincadeira;            mas o homem entendido anda retamente, suas decisões são responsáveis.

22 Quando não há conselhos os planos se dispersam, fracassam;                                            mas havendo muitos conselheiros eles se firmam, saem do papel e são bem-sucedidos.

23 O homem se alegra em responder bem, e quão boa é a palavra certa dita a seu tempo!

24 Para o entendido, o caminho da vida leva para cima, é uma subida só, para que se              desvie do inferno em baixo.

25 O Senhor desarraiga a casa dos soberbos, esmaga suas ambições;                                    mas estabelece o termo da viúva, cuida do desamparado.

26 Abomináveis são para o Senhor os pensamentos do mau;                                                  mas as palavras dos puros são aprazíveis, sem malicia, sem maldade.

27 O que agir com avareza perturba a sua casa, destrói a comunidade com sua cobiça;            mas o que odeia presentes, que se recusa a tirar proveito da situação, viverá.

28 O coração do justo medita, pensa bem no que há de responder;                                        mas a boca dos ímpios jorra coisas más.

29 O Senhor está longe dos ímpios, mantém distância dos perversos;                                    mas a oração dos justos escutará, ouvirá atentamente.

30 A luz dos olhos, um olhar radiante alegra o coração, a boa notícia fortalece os ossos,          renovam as forças.

31 Os ouvidos que atendem à repreensão, que ouvem os bons conselhos da vida farão a          sua morada no meio dos sábios, serão como um convidado de honra.

32 O que rejeita a instrução menospreza a própria alma, será um nada;                                  mas o que escuta a repreensão adquire entendimento, ficará mais sábio.

33 O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, é uma escola de vida prática, e                  precedendo a honra vai a humildade.

O temor do Senhor é a humildade verdadeira. Esse estado é necessário para receber a instrução capaz de tornar a pessoa sábia. Nas questões seculares, é igualmente vardadeiro afirmar que a honra verdadeira só é obtida por quem se mostra humilde o bastante para aprender como subir a escada do sucesso de quem já teve essa experiência. Na vida de Cristo, a humildade e o sofrimento antecederam a grande exaltação.