Este homem [Paulo] é meu instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e seus reis, e perante o povo de Israel. Atos 9:15

Certa igreja ficou sem pastor e decidiu formar uma comissão para buscar um candidato ao cargo. Depois de algum tempo, chegou um currículo. O líder leu a carta do aspirante para a comissão:

“Prezados senhores, eu gostaria de me candidatar à vaga de pastor em sua igreja. Sou considerado bom pregador e mostrei capacidade de liderança na maioria dos lugares por onde passei. Gosto de escrever e, de fato, já escrevi várias cartas. Tenho mais de 50 anos e não possuo saúde perfeita, mas ainda consigo trabalhar o sufi­ciente para agradar qualquer igreja. Em termos de referências, as coisas se com­plicam um pouco. Nunca preguei em nenhum lugar por mais de três anos. E as igrejas onde atuei eram, em sua maioria, pequenas, embora estivessem localizadas em grandes centros urbanos. Tive de fugir de alguns lugares porque meu minis­tério causou distúrbios. Fui ameaçado, atacado e preso várias vezes por causa de minhas pregações. Mesmo nos lugares onde fiquei mais tempo, não me dei muito bem com outros líderes religiosos, o que pode influenciar negativamente na minha avaliação. Na verdade, chamei um de nossos líderes de hipócrita. Não sou muito bom para guardar registros. Por isso, devo admitir que não me lembro dos nomes de todos a quem batizei. Contudo, se quiserem considerar meu currículo, ficarei muito contente. Tenho certeza de que posso revitalizar sua igreja.”

Quando o líder terminou de ler a carta, os membros da comissão estavam irri­tados. Como alguém ousava pensar que uma igreja igual à deles iria contratar um criador de problemas? Qual seria o nome dele? “Bem”, disse o dirigente, “a carta está assinada por Paulo.”

Se você fosse o líder dessa igreja, contrataria esse candidato? Deus contratou. Essa hipotética carta, escrita por um autor anônimo, mostra que Deus vê possibili­dades onde os seres humanos não conseguem ver. Os escritos de Paulo ainda encan­tam os eruditos. F. F. Bruce, celebrado professor da Universidade de Manchester, disse que não conseguia “pensar em nenhum outro escritor, antigo ou moderno”, cujo estudo fosse tão “recompensador como o estudo do grande apóstolo Paulo”, devido ao “calor atraente da sua personalidade, sua estatura intelectual, a liberação jubilosa efetuada por seu evangelho da graça redentora, o dinamismo com que ele propagou este evangelho pelo mundo”.

Assim como ocorreu com Paulo, a graça de Deus continua oferecendo oportunida­des para nós todos os dias. O homem vê o nosso passado, mas Deus vê o nosso futuro.

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