A quem defraudei? A quem oprimi? Das mãos de quem aceitei suborno? […] Então, responderam: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma das mãos de ninguém. 1 Samuel 12:3, 4

Último juiz de Israel, o profeta Samuel foi homem de profunda piedade e discernimento espiritual, identificado com os interesses de Deus, empenhando-se em promovê-los entre o povo escolhido. Não sendo da linhagem de Arão, substituiu Eli como sacerdote. Dirigiu Israel em momentos de crise, estabeleceu escolas de profetas e foi amado pelo povo, mas o mandato chegou ao fim. Não por desígnio de Deus, mas porque Ele permitiu que o povo experimentasse o que insistentemente pediu: “Dá-nos um rei, para que nos governe” (1Sm 8:6). Assim, Saul foi escolhido como primeiro rei da nação. Samuel, durante sua despedida, proferiu com autoridade incomum as palavras do verso de hoje.

Atualmente, quem poderia se dirigir à nação, repetindo as perguntas de Samuel? Acaso, poderiam os líderes religiosos e cristãos fazê-lo? Como o mundo está necessitado de líderes e pessoas assim! A virtude da integridade nos remete à coerência entre o interior e o exterior, a crença e a conduta, as palavras e as ações, a teoria e a prática. Nas palavras de Ellen White, “devemos ter fibra moral, uma integridade que não ceda à lisonja, nem à corrupção, nem às ameaças” (A Ciência do Bom Viver, p. 498).

A integridade de Samuel podia ser vista em cada aspecto de sua vida. Seu compromisso com Deus determinava sua consideração pelos bens pessoais, negócios, bem como o tratamento dispensado ao próximo. Era responsável e transparente, o que lhe dava credenciais para se expor ao julgamento das pessoas.

Paulo incentivou Timóteo a imitar exemplo semelhante ao de Samuel: “torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza”; “segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância e a mansidão” (1Tm 4:12; 6:11). O mesmo princípio está presente nas instruções aos tessalonicenses: “E o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5:23).

Que nosso compromisso com a vida de integridade em Cristo seja visto pelas pessoas com as quais nos relacionamos! O mundo precisa disso. É no relacionamento com Ele, permitindo-Lhe viver em nós a vida Dele mesmo, que recebemos graça e poder para crescermos nessa experiência.

Zinaldo A. Santos, De Coração a Coração, MM 2020, CPB

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