Toda formosura é a filha do Rei no interior do palácio; a sua vestidura é recamada de ouro. Em roupagens bordadas conduzem-na perante o Rei. Salmo 45:13, 14

E28 de junho de 1837, aos 18 anos de idade, a rainha Vitória foi coroada rainha do poderoso Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. Com apenas 1,52 metro de altura, ela reinou por 63 anos e influenciou o estilo de vida e a moda da chamada era vitoriana. “Antes de 1837-1901, os homens eram o foco da moda, mas com uma rainha no poder, as mulheres subiram ao palco. O papel da esposa passou a ser mostrar a posição e a riqueza do marido ao público, ao passo que o esposo em si se retraiu para os bastidores” (Sharina Al Falasi).

No decorrer da história, muitas outras personalidades políticas e estrelas sociais exerceram influência sobre o estilo de vida das pessoas. Contudo, as discussões sobre moda e vestuário tendem a ser acaloradas, divisoras e até competitivas. Por exemplo, no contexto religioso, alguns creem que o verdadeiro cristão nunca deve seguir a moda do mundo. Outros argumentam que a pessoa pode se vestir como quiser, pois o que importa é o interior, não o exterior. É inquestionável que nosso interior seja a fonte do comportamento exterior (Mc 7:21, 22). No entanto, muito mais do que uma mera forma de cobrir o corpo, as roupas são símbolos eloquentes de nosso gosto pessoal, condição social e valores morais.

No livro A Linguagem das Roupas, Alison Lurie declara: “Por milhares de anos, os seres humanos têm se comunicado uns com os outros primeiro pela linguagem do vestuário. Muito antes de me aproximar o suficiente para conversar com você na rua, em uma reunião ou festa, você anuncia seu sexo, sua idade e sua classe por meio daquilo que está vestindo – e é muito possível que me dê informações importantes (corretas ou incorretas) acerca de sua profissão, origem, personalidade, opiniões, gostos, desejos sexuais e humor atual. Talvez eu não consiga expressar em palavras aquilo que estou observando, mas registro as informações no inconsciente e, ao mesmo tempo, você faz o mesmo em relação a mim.”

Então, se o cristão é “sal da terra” e “luz do mundo” (Mt 5:13-16), como deve se vestir? Há princípios bíblicos úteis que tratam do assunto (1Tm 2:9, 10; 1Pe 3:3, 4). Resumidamente, o verdadeiro cristão deve se vestir, dentro do contexto de sua cultura, como o faz uma pessoa com valores morais elevados e de boa reputação.                                              Alberto Timm, Um dia inesquecível, MM 2018, CPB

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