É o sangue que fará expiação em virtude da vida. Levítico 17:11

Cristo foi o Cordeiro morto desde a fundação do mundo. Tem sido para muitos um mistério o motivo de, na velha dispensação, terem sido exigidas tantas ofertas sacrificais e por que tantas vítimas eram levadas ao altar. Mas a grande verdade que devia ser mantida diante dos homens, sendo gravada no espírito e no coração, era: “Sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9:22). Em todo sacrifício de sangue “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, era representado (Jo 1:29). Foi o próprio Cristo o originador do sistema de culto judaico, no qual, por tipos e símbolos, eram imperfeitamente representadas coisas espirituais e celestiais. […]

Vivemos hoje no tempo em que o tipo encontra o antítipo na oferta de Cristo pelos pecados do mundo; vivemos na época de grande luz. Porém, poucas pessoas são beneficiadas com a grande e essencial verdade de que Cristo fez um amplo sacrifício por todos! O que a justiça exigia Cristo satisfez na oferta de Si mesmo, e “como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hb 2:3, ARC). Os que rejeitam o dom da vida serão indesculpáveis (Signs of the Times, 2 de janeiro de 1893).

Graças a Deus por que Aquele que derramou Seu sangue por nós vive para apresentá-lo diante de Deus e interceder por toda pessoa que O aceita. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9). O sangue de Cristo nos purifica de todo pecado. Comunica melhores coisas que o de Abel, pois Cristo vive sempre para fazer intercessão por nós. Precisamos conservar sempre diante de nós a eficácia do sangue de Jesus. Esse sangue purificador, mantenedor da vida, é nossa esperança, se nos apoderarmos dele. Precisamos crescer na apreciação de seu inestimável valor, pois ele só fala em nosso favor quando, pela fé, suplicamos sua virtude, mantendo a consciência limpa e em paz com Deus. Isso é representado pelo sangue perdoador, inseparavelmente ligado com a ressurreição e a vida de nosso Redentor, ilustrado pela incessante corrente que procede do trono de Deus, a água do rio da vida (Carta 87, 1894).

Ellen G. White, 10/2/1962, MM 2021, CPB

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